Fluxo de caixa
Entradas recorrentes, sazonalidade, despesas essenciais e obrigações que precisam continuar sendo atendidas para preservar a operação.
Gestão de passivos · Empresas
Capital de giro, recebíveis, máquinas, imóveis, garantias dos sócios, cobranças e processos podem estar conectados. Uma decisão tomada para aliviar uma frente pode aumentar o risco em outra. A gestão de passivos organiza esse conjunto antes de negociar.
O ponto de partida
A pressão de um credor não informa, sozinha, qual obrigação representa o maior risco.
Em uma empresa, a mesma dívida pode consumir caixa, comprometer recebíveis, manter um ativo essencial em garantia e ainda alcançar sócios que assinaram a operação. Por isso, a ordem das providências não deve ser definida apenas pelo valor da parcela ou pela intensidade da cobrança.
A análise parte do efeito econômico e patrimonial de cada operação: o que acontece se ela continuar sendo paga, se for renegociada, se entrar em inadimplemento ou se já estiver sendo cobrada judicialmente.
Liquidez de hoje não deve ser comprada com um risco maior amanhã.
O que analisamos
O objetivo é identificar quais elementos se conectam e como uma decisão em uma frente altera as demais. O mapa precisa ser útil para decidir, não apenas para somar dívidas.
Entradas recorrentes, sazonalidade, despesas essenciais e obrigações que precisam continuar sendo atendidas para preservar a operação.
Capital de giro, cédulas, financiamentos, limites rotativos, antecipações e renegociações que compõem o endividamento.
Imóveis, veículos, máquinas, recebíveis e outros bens ou direitos vinculados às operações, inclusive garantias cruzadas.
Aval, fiança e bens oferecidos por sócios ou terceiros precisam entrar no mesmo mapa para que a exposição não seja analisada pela metade.
Notificações, protestos, execuções, bloqueios, penhoras, leilões e demais medidas que alterem a urgência ou a ordem de tratamento.
Bens, contas, recebíveis e equipamentos cuja indisponibilidade possa interferir diretamente na capacidade de produzir, vender ou receber.
Antes de negociar
Negociação é um instrumento. Antes dela, a empresa precisa conhecer seus limites e saber qual risco está tentando resolver.
Quais despesas, ativos, contas e relações são indispensáveis à continuidade da atividade.
Quais garantias existem, quem assinou e quais medidas de cobrança ou execução já estão disponíveis ou em curso.
Quais prazos, bloqueios ou riscos exigem providência antes das demais frentes.
Qual pagamento é compatível com a geração de caixa sem transformar o acordo em novo fator de desequilíbrio.
Negociação, defesa, revisão, substituição de garantia ou outra medida é escolhida depois do diagnóstico.
Operações bancárias
Uma operação pode ser administrável isoladamente e se tornar relevante quando compartilha garantias, vencimentos, recebíveis ou garantidores com outras.
Operações utilizadas para financiar a atividade, muitas vezes acompanhadas de aval, garantia real ou outras obrigações acessórias.
Linhas de curto prazo que podem concentrar encargos e pressionar caixa quando passam a financiar necessidades permanentes.
Operações que interferem diretamente no fluxo de recebimento e precisam ser lidas junto com a necessidade de capital de giro.
Quando o bem financiado participa da operação, a análise considera também o impacto empresarial de eventual perda ou indisponibilidade.
Hipoteca, alienação fiduciária, aval, fiança e outras garantias alteram a exposição e a prioridade de cada operação.
Acordos já celebrados precisam ser incluídos no mapa, especialmente quando modificaram prazos, garantias ou a forma de cobrança.
A presença de qualquer uma dessas operações, por si só, não significa irregularidade ou necessidade de medida judicial. A conclusão depende da análise da operação e do contexto do passivo.
Empresa e sócios
Quando sócios, cônjuges ou terceiros prestam aval, fiança ou garantia real, a análise precisa identificar exatamente qual obrigação foi assumida e a qual operação ela está vinculada.
Isso não significa presumir que todo patrimônio pessoal esteja automaticamente exposto. Significa evitar uma leitura incompleta do passivo empresarial.
Capacidade de pagamento
Uma renegociação só é sustentável quando considera a operação real da empresa.
A análise de capacidade de pagamento observa geração de caixa, sazonalidade, despesas indispensáveis, obrigações já assumidas e a necessidade de preservar recursos mínimos para a continuidade da atividade.
O objetivo não é produzir um número artificialmente baixo nem aceitar o número proposto pelo credor como ponto de partida automático. É definir um limite que possa ser confrontado com as alternativas existentes.
Limites
O serviço organiza o problema bancário e seus riscos. Decisões empresariais, financeiras, contábeis e tributárias continuam exigindo os profissionais responsáveis por cada área.
Condições de acordo dependem do credor, das garantias, do estágio da cobrança e de fatores que não estão sob controle do escritório.
A interrupção ou manutenção de pagamentos não é tratada como regra geral. A decisão depende da situação concreta, dos contratos, das garantias, do caixa e dos riscos envolvidos.
O trabalho considera proteções e instrumentos lícitos. Não envolve ocultação de patrimônio, simulação ou atos destinados a frustrar credores.
Uma proposta só é analisada depois de entendido o efeito sobre caixa, garantias, sócios e demais operações da empresa.
Serviço central
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